Como continuar ou não com a intervenção?

Olá senhoras e senhores delegados, neste post abordaremos pontos acerca da questão mais importante do comitê: a decisão pela continuidade ou não da intervenção da OTAN no Kosovo. Muitas são as possibilidades de resolução dessa questão dentro do comitê e, portanto, abordaremos aqui alguns pontos que devem ser levados em consideração nesse momento vital para o comitê. 

Uma vez que as discussões ocorrerão na instância do Conselho do Atlântico Norte (CAN) [1], os senhores e senhoras atuarão de maneira diplomática, de modo a determinarem um plano de ação comum frente ao conflito kosovar. Desse modo, se for decidido por uma intervenção militar, devem ser definidas apenas as premissas desse ataque, competindo, assim, ao Conselho Militar da OTAN o estabelecimento de números e planos táticos mais específicos. Contudo, para o estabelecimento de um bom plano de ação, é preciso conhecer o poderio bélico, tecnológico e militar de suas respectivas delegações no contexto de 1999 e definir a magnitude da intervenção pretendida. Para tal, é importante explicitar quais forças armadas serão usadas, sendo essas dos próprios países, cada qual com sua disponibilidade, da OTAN, ou um somatório de ambas. Deve-se determinar também, se assim for estabelecido, os artefatos bélicos utilizados na intervenção, como mísseis, minas terrestres e outros. Não esquecendo, claro, de discutir os impactos, consequências e desdobramentos político, social e econômico de cada tomada de ação decidida. 

Os senhores e senhoras podem também optar por um acordo de paz, e para tal é preciso estabelecer no documento medidas claras e específicas, no intuito de decretar um cessar fogo no conflito kosovar. Para se alcançar esse fim vários fatores devem ser considerados, como o estabelecimento de zonas de segurança nas regiões próximas do conflito armado, guardadas por forças internacionais, a retirada de minas terrestres e demais artefatos de guerra, bem como o estabelecimento de zonas neutras nos limites do Kosovo.

Uma outra alternativa, não excludente às demais opções, é optar por uma intervenção de caráter humanitário. Essa teria como propósito o amparo de cidadãos kosovares que sofrem com as mazelas da guerra, como por exemplo vítimas dos campos de estupro e limpeza étnica e refugiados da guerra. Uma proposta interessante para solucionar essa questão é a parceria da OTAN com ONGs internacionais e Organizações Internacionais amigas.

Lembrem-se dessas dicas para a elaboração da Proposta de Resolução Final. Ressaltando que há outras formas de resolver as questões e fazer uma proposta de resolução, que poderá surgir a partir da criatividade dos senhores e senhoras delegadas. Se houver qualquer dúvida, estamos à disposição. Até breve!

 
Post feito por Carol Braga 
REFERÊNCIA

Imagem disponível em: https://www.evensi.ca/amp/nato-negotiations-and-diplomacy-workshop-university-of/198564770

[1] Informação explicitada em post anterior do blog. Disponível em: https://minionupucmg.wordpress.com/2017/09/18/a-estrutura-operacional-da-otan-seus-limites-e-extensoes/

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s