Walk Free Foundation: dados sobre escravidão moderna

Você conhece a Walk Free Foundation? Para conhecê-la é imprescindível que se conheça, a priori, a Mineroo Foundation. Fundada em 2001 pelos australianos Andrew e Nicola Forrest, a Mineroo Foundation era, primeiramente, conhecida por Australian Children’s Trust (Confiança das Crianças Australianas, tradução nossa). De acordo com sua página oficial no Facebook (2017), desde sua criação, a fundação contribuiu com mais de 230 iniciativas, não só na Austrália, mas por todo o globo, que envolvem desde educação, pesquisa, desvantagem indígena, apoio após desastres e incentivo às artes. Um dos grandes focos da fundação é a luta contra a moderna e é, neste momento, que se destaca a Walk Free Foundation, uma organização mundial.

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A Walk Free Foundation comprometeu-se a erradicar a escravidão moderna do mundo até 2030. Várias são as maneiras de submeter um indivíduo ao trabalho escravo moderno, dentre elas, a servidão por dívida, a escravidão baseada em descendência, o casamento forçado e todo tipo de trabalho forçado. A estratégia da Walk Free Foundation é clara, a organização acredita que através de uma “abordagem multifacetada” é que se acabará com a escravidão. Para isso, conta com o apoio do mundo todo, incluindo ONGs, governos, empresas, acadêmicos e líderes religiosos, o que demonstra a força da instituição. De acordo com seu próprio website de divulgação (2017), o plano de ação envolve: “Utilizar do poder dos negócios e da fé” e “impulsionar mudanças legislativas em países-chave”, para isso, é imperativo que se desenvolva “uma base sólida de conhecimento”. Esta base é conhecida por The Global Slavery Index (O Índice Global de Escravidão, tradução nossa).

O Global Slavery Index é o único no mundo que fornece uma estimativa do número de pessoas em escravidão ou condições análogas de país a país. Aliado a isso, o índice também mostra cada passo que cada governo tem tomado para combater a escravidão moderna. No total, são informações divulgadas de 167 países, possibilitando a comparação entre eles e um acesso mais direto ao problema, facilita-se, assim, a encontrar a melhor maneira de lidar com esta realidade. Além de tudo: pesquisas já foram realizadas em 25 países, abrangendo 44% da população mundial; pesquisas foram conduzidas com mais de 42 mil inquiridos; e conta com um banco de dados com mais de 17 mil informações acumuladas, cobrindo as atitudes do governo de 161 países nos últimos anos (GLOBAL SLAVERY INDEX, 2017).

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Você pode ter acesso a todos os dados coletados pela organização no próprio website da Global Slavery Index. Ao acessá-lo, na aba “Index”, encontrará um mapa onde, ao selecionar o país desejado, poderá obter informações estatísticas sobre ele. Uma destas informações é o “nível de prevalência”. Isso significa o quanto a escravidão moderna predomina no país. Enquanto no canto superior direito estiver selecionado “Prevalence Findings”, o mapa terá os países coloridos, como descreve a legenda, de acordo com o nível mais alto ou mais baixo de prevalência (respectivamente, do vermelho escuro ao mais claro). Caso selecione a opção “Government Response Findings”, poderá visualizar o mapa colorido de acordo com as notas dadas a cada país, no que concerne seus esforços para combater o trabalho escravo.

Como dito anteriormente, ao selecionar algum país, obterá: a estimativa de habitantes em condições de escravidão e sua proporção em relação à população total; o “grau de vulnerabilidade” do país à escravidão; e a, já mencionada, nota dada ao governo de cada país em relação ao combate. O “grau de vulnerabilidade” é calculado de acordo com uma série de fatores que envolvem a presença ou ausência dos mais variados tipos de proteção ao indivíduo que o tornam mais ou menos propenso a ser submetido ao trabalho escravo. Já a nota dada ao governo é baseada em 98 indicadores de “boas práticas”, como: leis apropriadas para o combate ao trabalho escravo; suporte para as vítimas; e a garantia de aplicação de normas trabalhistas para as populações consideradas vulneráveis. Por fim, pode-se receber 10 diferentes notas desde “AAA”, representando os países mais bem preparados, até “D”, significando a ausência ou inadequação completa de respostas do governo para lidar com a escravidão moderna.

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