A mulher e a mídia

 

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Esteriótipos de gênero estão presentes em todos os segmentos da mídia. Normalmente as mulheres são representadas como magras e de forma sexualizada, possuem menos falas e opiniões, além de dificilmente terem papéis como líderes, profissionais, ou até mesmo trabalhando fora de casa.

“Pesquisas em mais de 100 países descobriram que 46% das notícias, impressas e em rádio e televisão, mantêm os estereótipos de gênero. Apenas 6% destacam a igualdade de gênero. Nos bastidores, os homens ainda ocupam 73% dos principais cargos de gerenciamento de mídia, de acordo com outro estudo global que abrange 522 organizações de mídia de notícias. Enquanto as mulheres representam metade da população mundial, menos de um terço de todos os personagens falantes no cinema são femininos. Cyberviolência ampliou o assédio e perseguição de mulheres e meninas para o mundo online.”

Em 1995, os Estados decidiram tornar mulheres e mídia como uma das áreas temáticas abordadas pela Declaração, na medida em que estes reconheceram que a mídia é uma área essencial para se alterar os estereótipos de gênero existentes. Assim, fora ressaltada a importância da inserção de mulheres na mídia e nos pólos de decisão, demandando uma maior representatividade de mulheres enquanto líderes e exemplos, abandonando assim, os estereótipos na mídia. Além disso, a participação das mulheres na comunicação e informação também mostra-se importante, na medida em que promove a inserção das mulheres no processo democrático.

Mudanças na representação das mulheres na mídia foram feitas desde 1995, entretanto muitos avanços ainda devem ser feitos. Poucas mulheres são reconhecidas como diretoras  renomadas e premiadas, há poucas mulheres como âncoras dos principais jornais, as atrizes recebem menos do que seus colegas de trabalho, dentre diversas outras formas de desigualdade que ainda ocorrem e devem ser mudadas.

Quais são os objetivos estratégicos abordados pela Declaração em relação a mulheres e a mídia?

  • Aumentar o acesso das mulheres aos processos de expressão e de tomada de decisões na mídia e nas novas tecnologias de comunicações, aumentar também sua participação nessas áreas, bem como aumentar a possibilidade para elas de expressar-se pelos meios de comunicação e as novas tecnologias de comunicação
  • Promover uma imagem equilibrada e não-estereotipada da mulher nos meios de
    comunicação

 

Fonte: http://beijing20.unwomen.org/en/in-focus/media

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