Ciclo do trabalho escravo contemporâneo

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Os indivíduos que são sujeitos a situações análogas à escravidão são privados da sua dignidade e da sua liberdade, pois lhes são tirados direitos tanto a vida quanto a cidadania. Em grande parte do trabalho escravo, os trabalhadores são submetidos a falta de saneamento básico e higiene, a retenção de documentos e salários, ao isolamento geográfico, aos maus tratos e violência e a jornada exaustiva.

Tendo em vista que a maioria dos trabalhadores explorados são pessoas que saem de seus territórios em busca de uma vida com melhores oportunidades, muitas vezes acabam frustrando-se e entrando para o ciclo do trabalho escravo. Esse ciclo reflete no processo que um indivíduo que é explorado geralmente passa. Ele é constituído por 8 fases, sendo essas:

1. Vulnerabilidade socioeconômica: considerando a sua dificuldade para se manter, o trabalhador vai em busca de melhores condições de vida.

2. Aliciamento: Devido a consciência da sua dificuldade para se manter, o trabalhador é seduzido por terceiros para trabalhar em troca de uma “boa” oportunidade empregatícia.

3. Migração: Diante dessa busca, o trabalhador migra na esperança de uma melhoria de vida.

4. Trabalho escravo: Assim que chega ao local que teoricamente lhe proporcionaria um bom emprego, o trabalho é posto em situações análogas à escravidão.

5. Fuga: Com a constatação da falácia da promessa empregatícia, o trabalhador arrisca a sua vida fugindo do local de exploração em busca de liberdade e dignidade.

6. Denúncia: Quando consegue ter a sua fuga bem-sucedida, o trabalhador pede ajuda à sociedade civil e aos órgãos governamentais para ampará-lo e denunciar quem os explorou.

7. Fiscalização: Diante dessa formalização da denúncia, há punições das organizações sobre o responsável pela exploração, no que diz respeito a fiscalização das terras onde havia trabalho ilegal e a questões econômicas e administrativas.

8. Libertação e pagamento dos direitos trabalhistas: Após a concretização dessas punições, o trabalhador é contemplado com os seus direitos trabalhistas e o pagamento da indenização do trabalho.

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Diante desse ciclo do trabalho escravo, no final dele o trabalhador consegue sair beneficiando-se, entretanto isso não é garantia para que ele continue a ter assegurado os seus direitos trabalhistas nos próximos empregos. O que a sua delegação pode fazer para dar o fim nesse ciclo?
REFERÊNCIA
PENSAR, Escravo Nem. Ciclo do Trabalho Escravo Contemporâneo. 2014. Disponível em: <http://escravonempensar.org.br/biblioteca/ciclo-do-trabalho-escravo-contemporaneo/&gt;. Acesso em: 02/10/17.

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