Racismo na internet

O Brasil é um dos países que apresenta uma das maiores composições sociais de descendentes africanos e ao mesmo tempo é considerado um dos mais racistas do mundo. O racismo aqui é considerado institucionalizado, ou seja, a desigualdade racial é presente em instituições como órgãos públicos governamentais, corporações empresariais privadas e universidades. (MARTIN, 2016)

A internet e os outros meios de comunicação são os instrumentos utilizados para realizar a difusão de informações entre as pessoas, contudo, estes não estão sendo operados de maneira correta. (PONTES, 2013).

O racismo na internet é algo que vem crescendo não só no Brasil, mas no resto do mundo. Ao utilizar dos meios de comunicação, as pessoas ao realizarem atos racistas, estão se sentindo confortáveis com relação às punições, pois como se encontram em um status de anonimato, elas não correm o risco de serem descobertas e arcarem com as consequências. (MARTIN, 2016).

Estas práticas tornam tais atitudes cada vez mais frequentes o que está contribuindo diretamente para o aumento do discurso de ódio em nossa sociedade. Como dito por María Martin (2016), todo o discurso de ódio e as violações de direitos humanos que acontecem nas redes digitais são originárias das assimetrias sociais e da legitimação da desigualdade que é algo naturalizado na sociedade. Além disso, pode ser considerado também como um reflexo do pensamento das pessoas do nosso dia-a-dia.

A conscientização das pessoas com relação ao racismo estrutural é o primeiro passo para que haja a diminuição dos casos pela internet e redes sociais.  Além disso, é necessário que os cidadãos participem e sejam mais ativos contra a causa, porque afinal, somos todos um só.

João Lucas Moreira

Voluntário da WCAR- 2017.

 

Bibliografias

A internet revela que o Brasil é um dos países mais racistas do mundo. Praguimatismo Político, [s.l], 16 jun. 2016. Disponível em: <https://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/06/a-internet-revela-que-o-brasil-e-um-dos-paises-mais-racistas-do-mundo.html>. Acesso em: 04 out. 2017.

PONTE, Gabriella. A face virtual do racismo: afrodescendentes buscam seu espaço na rede. Disponível em: <http://www.comunicacao.pro.br/setepontos/2/afronet.htm>. Acesso em: 04 out. 2017.

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