[SESSÃO PIPOCA] Black Mirror: ep. 3.05 – Engenharia Reversa

Black Mirror, 3.05 “Engenharia Reversa” (“Men Against Fire”)
Direção: Jakob Verbruggen, 2016.

(Disponível na Netflix)best-black-mirror-episodes-men-against-fire-ending-explained-charlie-brooker

 

Sinopse

Após sua primeira batalha contra um inimigo elusivo, um soldado começa a ter sensações estranhas e sentir pequenas falhas técnicas

Por que o CCW indica?

A tecnologia como uma aliada da Guerra e da consciência humana em Men Against Fire.

Os períodos de guerra são notoriamente reconhecidos como grandes propulsores do avanço científico e tecnológico. A título de curiosidade, os computadores, GPS e máquinas fotográficas digitais são alguns dos equipamentos desenvolvidos para guerras que foram incorporados à sociedade.

Em Men Against Fire é a primeira vez que vemos Black Mirror aprofundar-se na discussão da evolução tecnológica aliada aos conflitos armados e o que vemos é uma reflexão extremamente pertinente que traz ecos do nosso passado em um futuro ficcional que soa perfeitamente possível. Black Mirror tem essa habilidade de trabalhar aspectos futuristas, às vezes até surreais, mas que se tornam extremamente críveis ao serem sustentados pelas questões comportamentais de nossa sociedade.

E, assim, Men Against Fire é mais um soco no estômago dos espectadores de Black Mirror e, acredito, o episódio mais violento dessa nova temporada. […]

O título é uma clara referência ao livro ‘Men Against Fire: The Problem of Battle Command’ escrito em 1947 por S.L.A. Marshall, um combatente da 1ª Guerra Mundial e historiador militar na 2ª Guerra Mundial, que entrevistou mais de cem mil combatentes da 2ª guerra concluindo algumas das informações que vimos o personagem de Michael Kelly (House of Cards) expor nesse episódio: a cada quatro soldados em campo apenas um disparava suas armas com a real intenção de matar os inimigos. Esse estudo teve enorme repercussão nas Forças Armadas Americanas que reformulou todo seu treinamento militar resultando em números muito mais expressivos na Guerra do Vietnã. Mas ainda havia um problema: a consciência e empatia dos homens que viam, ouviam e sentiam o cheiro das mortes que provocavam. E é dessa brecha que nasce a famigerada máscara militar abordada nesse episódio.

Men Against Fire prova que é muito mais fácil atirar mirando em um bicho-papão

Monstros, doentes que colocam em risco a existência da espécie humana. É assim que somos apresentados às baratas que, de fato, inicialmente se revelam criaturas disformes que causam medo, horror e afastam a empatia dos militares americanos e dos civis […]

(Fonte: Série Maníacos)

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"Isso é muito Black Mirror!"

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