Chegada dos imigrantes à praia

          O surto de Ebola na África causou uma onda de migração que preocupou os países do continente europeu que se localizam próximos às fronteiras africanas e, também, os países do próprio continente os quais dividem fronteiras com a região Norte da África – região, no qual, o surto da doença ocorreu em grande escala.

          Jean-Marie Le Pen, em um discurso no comício da Frente Nacional, se posicionou em relação ao fluxo migratório que a Europa, como um todo, estava presenciando. Em seu discurso, Le Pen, diz que o vírus Ebola “pode resolver” a pressão que a Europa enfrenta com o problema da imigração. Contudo, imigrantes entram ao continente por meios ilegais, chegando às praias, entrando no território europeu.

          Em 2014, foram relatados milhares de mortes de migrantes que se afogaram durante o trajeto para a Europa. A Itália foi tida como o principal país mais exposto, onde encontraram 2 barcos cheios de imigrantes, no qual a própria tripulação abandonou os barcos deixando-os à deriva no Mediterrâneo. No cenário em que a Europa estava enfrentando, o apoio aos imigrantes torna-se mínimo devido a vários europeus desempregados e a chegada de estrangeiros é tida como uma forma de desestabilização da soberania dos países. No final de 2014, o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR) relatou que “mais de 165 mil imigrantes ilegais tentaram atravessar o Mediterrâneo para a Europa nos últimos nove meses, ante 60 mil em 2013.”.

          A Organização Internacional de Migração (OIM), relatou que mais de 4.800 pessoas morreram no Mar Mediterrâneo, na travessia para a Europa no ano de 2016. Já em 2015, foram 3.771 mortes por afogamento. Contudo, muitos corpos não são resgatados, o que leva a crer que esse número pode ser muito maior. No ano de 2017, chegaram às praias da Europa mais de 60 mil imigrantes, um número menor ao ano anterior, contudo, o número de mortes relatadas foi superior ao do ano de 2016.

          Uma embarcação virou na costa líbia e os imigrantes foram resgatados e enviados para centros de detenção antes de serem repatriados para seus países. Muitos voltam a cair em armadilhas de redes organizadas por traficantes, que os extorquem e praticam atos violentos. O grupo Médicos Sem Fronteiras relatou sobre a situação nos campos de refugiados e afirmaram que os mesmos viviam em condições precárias com “pouca comida, escassez de água, superlotação e falta de higiene, o que causa inúmeras infecções.”. A Europa tenta conter o fluxo migratório e os direitos dos refugiados e imigrantes, no entanto, grupos de direitos humanos alertam que a repressão aos imigrantes pode incitar manifestações xenofóbicas e pode agravar o sofrimento dos que estão chegando nos territórios.

 

REFERÊNCIAS

BBC BRASIL. Como a Europa enfrenta o desafio da imigração?. 2015. Disponível em: <http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2015/01/150103_qa_imigracao_lab>. Acesso em: 30 de setembro
O Globo. OIM: Mais de 60 mil imigrantes chegaram à Europa pelo mar em 2017. 2017. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/mundo/oim-mais-de-60-mil-imigrantes-chegaram-europa-pelo-mar-em-2017-21397396>. Acesso em: 30 de setembro
Público. Ebóla “pode resolver” o problema de imigração na Europa, considera Jean-Marie Le Pen. 2014. Disponível em: <https://www.publico.pt/2014/05/21/mundo/noticia/ebola-pode-resolver-o-problema-de-imigracao-da-europa-considera-jeanmarie-le-pen-1636950>. Acesso em 30 de setembro.
Rádio das Nações Unidas. Relatório da OIM mostra trauma de migrantes na África Ocidental. 2017. Disponível em: <http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2017/08/relatorio-da-oim-mostra-trauma-de-migrantes-na-africa-ocidental/#.Wc_gJY9SwdV>. Acesso em: 30 de setembro.

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