Cenário dos armamentos na atualidade [Parte III de III]

Os debates envolvendo questões de armamento no cenário internacional não é algo atual. Tais circunstâncias podem ser atribuídas ao peso que a segurança nacional tem na sociedade internacional, mas também em como o avanço tecnológico que vem sendo aplicadas no desenvolvimento de armas nucleares, sistemas de defesa, dentre outras. A dúvida mais recorrente é como essas armas podem ser maléficas e/ou benéficas em seus âmbitos.

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A segurança nacional, a proteção do território, soberania, dos segredos e de seus cidadãos,  é algo de enorme importância e é seguro falar que todo país considerará isso em primeiro lugar em qualquer discussão. De um ponto de vista econômico torna-se bom a proliferação de todo tipo de arma, para quem está produzindo e comercializando, devido a sua alta lucratividade. Os diversos conflitos espalhados ao redor do mundo torna o mercado de armas muito lucrativo, o que dificulta o banimento ou constrangimento de certos tipos de armas.

Por outro lado, se analisarmos a segurança humana, tais armas são consideradas inaceitáveis para alguns. As questões de armamento são muito complexas, pois o que me torna seguro, pode tornar o outro inseguro. Em outras palavras, quanto mais eu me armo mais o outro se armará para se proteger.

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Tendo em vista esse dilema de segurança, os Estados consideram como uma boa saída os tratados internacionais que são estabelecidos entre Estados.

O Tratado de Ottawa (Convenção sobre a Proibição de Uso, Armazenamento, Produção e Transferência de Minas Antipessoal e sobre a Destruição, um artefato considerado com certa capacidade autônoma, pois não é necessário um ser humano abrindo fogo na hora de seu disparo), contou com a assinatura de 157 países em 1997. Esse tratado foi uma das respostas mais rápidas para o uso, constante, de mina antipessoal, e está baseado no Direito Internacional Humanitário. Vários outros tratados internacionais foram consagrados e estão em vigência até hoje.

No que diz respeito ao que vem sendo feito na atualidade, existem diversas campanhas que tratam desses assuntos, como a “International Campaign to Abolish Nuclear Weapons” (Campanha Internacional para Abolir Armas Nucleares), “Campaign Stop Killer Robbots” (Campanha Parem os Robôs Assassinos).

Acredita-se que a maior preocupação relacionada às armas nos dias atuais, esta relacionada aos sistemas de armas automáticas e autônomas. Armas que não requerem a permissão humana para aniquilarem seus alvos. A Campanha Parem os Robôs Assassinos é uma coalizão internacional que trabalha para proibir de forma preventiva armas totalmente autônomas.

Alguns países consideram a Convenção sobre Certas Armas (CCW) o lugar ideal para discutir tais assuntos. Convenção essa que visa proteger soldados e civis promove debates entre os Estados, onde regras são criadas e discutidas de um ponto de vista de cada membro.

Um consenso não é algo que parece que será alcançado nos próximos anos, mas isso pode deixar os trabalhos de nosso comitê ainda mais empolgantes.

Escrito pela diretora assistente Ana Luiza Ferreira

Referencias:

https://en.wikipedia.org/wiki/Convention_on_Certain_Conventional_Weapons

http://www.baselpeaceoffice.org/article/framework-forum-governments-and-experts-discuss-diplomacy-and-nuclear-disarmament

http://www.icanw.org/

https://pt.wikipedia.org/wiki/Tratado_de_Ottawa

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