Santuários e financiamento estatal as atividades terroristas

Grupos terroristas precisam de abrigo e, principalmente, financiamento. Com a luta constante contra o terrorismo, os grupos extremistas precisam de lugares que oferecem certa estabilidade para se instalarem e realizarem suas atividades, esses locais são chamados de “Safe Havens”. Esses santuários ganharam uma definição do Departamento de Estado Americano explicitando que

“incluem áreas físicas não governadas, subjacentes ou mal governadas, onde os terroristas são capazes de organizar, planejar, angariar fundos, comunicar, recrutar, treinar, transitar e operar em segurança relativa devido à capacidade inadequada de governança , vontade política, ou ambos” (U.S. DEPARTAMENT OF STATE, 2015)”.

Apesar de ser um conceito moderno, os Safe Havens podem ser identificados ao longo da história do terrorismo transnacional, e será de extrema importância identifica-los em nossas discussões. Os lugares conhecidos como santuários habitualmente se encontram dentro do território de algum Estado, entretanto são regiões onde há uma relativa dificuldade de fiscalização e monitoramento, um exemplo claro é o sul das Filipinas. Composto por mais de 7.100 ilhas, a presença estatal se faz limitada frente a uma grande demanda que o Estado não é eficaz em exercê-la. (U.S. DEPARTAMENT OF STATE, 2015).

Localidades onde há encontro de fronteiras também acabam por se tornar um tipo de “Safe Haven”, principalmente pela transferência de responsabilidade entre governos de se lidar com o problema, exigindo muitas das vezes interferências internacionais, como ocorre na região do Saara na África. (U.S. DEPARTAMENT OF STATE, 2015).

Outro conceito extremamente importante é a noção de “financiadores do terrorismo”, conceito criado juntamente com uma lista em 1979 com a intenção de punir os Estados e regimes que são suspeitos de envolvimento com qualquer tipo de atividade terrorista. (THAROOR, 2015)

As punições a esses países acontecem via aplicação de sanções econômicas, proibição da venda de armamentos ou qualquer atividade vista como possível financiamento aos grupos extremistas. (THAROOR, 2015). O gráfico abaixo mostra os países que foram designados como patrocinadores do Terrorismo ao longo dos anos.

 

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Fonte: The Washington Post

 

Bibliografia

THE WASHINGTON POST. After 33 years, the U.S. drops Cuba from its list of state sponsors of terrorism. Here’s what it means. Disponível em: <https://www.washingtonpost.com/news/worldviews/wp/2015/04/09/after-23-years-the-u-s-is-dropping-its-claim-that-cuba-sponsors-terrorism-heres-what-it-means/?utm_term=.70c0efcfa758&gt; Acesso em 18 de set. 2017.

U.S. STATE DEPARTAMENT. Chapter 5: Terrorist Safe Havens (Update to 7120 Report). Disponível em: <https://www.state.gov/j/ct/rls/crt/2015/257522.htm&gt; Acesso em 18 set. 2017.

U.S. STATE DEPARTAMENT. State Sponsors of Terrorism. Disponível em: < https://www.state.gov/j/ct/list/c14151.htm> Acesso em 18 de set. 2017.

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