Minas Navais: A ameaça reside no fundo do mar

Por Jardel Almeida

 

“Uma mina é uma coisa terrível que espera.
E espera e espera e espera. ”

Subaquatic-Mines-88269

Falar de minas marítimas é falar de uma das armas mais antigas do inventário naval, estas armas danificaram ou destruíram mais navios da Marinha dos EUA do que qualquer outro tipo de ameaça, elas são muitas vezes a forma mais barata e disponível de se atacar ou defender.  Tal disponibilidade reflete no preço o que faz com que países subdesenvolvidos, mesmo que seu orçamento não lhes permita comprar mísseis ou navios de ponta, possam se dar ao luxo de implantar um grande número de minas marítimas em seus litorais, a fim de dissuadir outro poder a não se aproximar de suas costas. Para piorar as coisas, as minas marítimas não são apenas baratas e mortais, também são difíceis de encontrar, mesmo com equipamentos modernos.

Do ponto de vista econômico, o valor de uma mina é relativamente baixo e gira em torno de 1.500 e 100 mil dólares. No caso de destruição de navios uma mina de valor ínfimo pode causar um prejuízo de milhões. A mina pode ser chamada de “a arma do mais fraco contra o mais forte”. Também, é uma forma mais limpa de guerra, pois normalmente dará ao inimigo a oportunidade de decidir entrar ou não nas áreas minadas, assumindo o risco das perdas que venham a ser ocasionadas.

MINE4

Uma mina naval é um dispositivo feito em aço forjado, moldado ou fundido, têm forma esférica ou ovalada. Em seu interior contêm ar suficiente para flutuar na água. Tal dispositivo explosivo autônomo é colocado em água para danificar ou destruir navios de superfície ou submarinos, são assim depositadas e deixadas para esperar até serem desencadeadas pela aproximação ou contato com uma embarcação inimiga, o detonador produz a inflamação da carga explosiva em função do disparo recebido pelo mecanismo do sensor de aproximação, de impacto ou pressão. As minas marítimas podem ser usadas ofensivamente: para impedir os movimentos de embarque do inimigo ou bloquear navios em um porto, quando colocadas em locais por onde os navios inimigos costumam passar ou próximo a seus ancoradouros; ou defensivamente: para proteger embarcações amigáveis e criar zonas seguras, são colocadas em diversos níveis de profundidade, nas proximidades dos ancoradouros e instalações, para protegê-los tanto de navios quanto de submarinos inimigos.

Em geral, as minas submarinas convencionais possuem em média 225 Kg de explosivos e são geralmente instaladas por  lança-minas que consistem em navios especializados para lançá-las na água, outra forma de instalá-las são aviões especiais. Normalmente a mina é ancorada num lugar pré-determinado, ficando flutuando sob a superfície na altura determinada por um cabo ou corrente, a profundidade da mina é dada pelo tamanho da embarcação que se quer atingir.

MINE1

Existem duas categorias generalizadas de minas, minas ancoradas e minas de influência. As minas amarradas flutuam a uma determinada profundidade e são mantidas no lugar por uma âncora. Estas são, de longe, a forma menos sofisticada e dispendiosa de minas navais. O problema com essas armas é que eles causam explosões de contato menos destrutivas em vez de ataques devastadores sob a quilha. As minas de influência detectam o alvo pelas assinaturas acústicas, magnéticas ou de pressão de um navio, ou uma combinação dessas assinaturas (este método de detecção fez com que essas armas fossem chamadas de minas de influência). Depois que o alvo foi detectado e está dentro do alcance, a mina explode a uma distância definida do alvo. Isso garante que a explosão seja precisa e maximize os danos.

Mesmo não sendo uma tarefa fácil, para detectar as minas, retirá-las ou destruí-las, existem embarcações especializadas e elas se dividem em três. Lança-mina ou navio mineiro obviamente se dedica a colocação e ativação das minas, por sua vez o navio Caça-minas se destaca por detectar a existência de minas em um região, por fim o Draga-minas é o navio incumbido a realizar o recolhimento e desativação destes artefatos.    

Toda essa tecnologia vem também com um perigo, o problema da mina marítima é antigo e persistente. O que torna as minas do mar tão insidiosas é que os projetistas da mina quebraram o problema técnico geral (as primeiras minas eram corroídas pela água salgada e se inutilizam depois de um tempo), o que mantem as minas efetivas mesmo depois que estiveram no oceano há anos. Por esse motivo a futura arquitetura da frota da Marinha deve colocar esta ameaça como fator central em seu planejamento

MIINE2

 

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s