O que é o Terrorismo?

Apresentar uma definição única de terrorismo é tarefa complicada. O que se pode afirmar, de fato, é que o terrorismo merece a atenção de estudiosos e acadêmicos e que é um fenômeno de ocorrência global capaz de impactar tanto em questões de segurança nacional e internacional, quanto de influenciar questões entre Estados (ALCÂNTARA, 2015).

Ainda que organizações internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) tentem buscar uma definição operacional que possa caracterizar terrorismo, tal empreitada é deveras complicada. Isso se deve ao fato de que o terrorismo está muito relacionado com fatores culturais, histórico e políticos dos países e, em certa medida, das regiões globais. Assim sendo, impor uma definição para o termo que englobe todos os casos é um dos grandes desafios enfrentados por acadêmicos do mundo todo. (ALCÂNTARA, 2015).

Não há, então, uma definição única para terrorismo. Porém podemos elencar abordagens diferenciadas da temática, como a governamental, religiosa, criminal, psicológica e acadêmica e, a partir disso, o terrorismo pode ser visto seja como um crime, um ato de guerra, um ato religioso ou político (ALCÂNTARA, 2015).

De maneira geral, as diferentes definições perpassam pelo entendimento de que o terrorismo se faz presente quando indivíduos ou grupos de indivíduos se utilizam da violência para transmissão de mensagens ameaçadoras em ordem a  alcançar certo fim político. Joshua Sinai (2008, p. 11), por exemplo, argumenta que o terrorismo é

uma tática de guerra envolvendo premeditada, politicamente motivada violência, perpetrada por grupos subnacionais ou agentes clandestinos contra qualquer cidadão de um Estado, de origem civil ou militar, para influenciar, coagir, e, se possível, causar mortes em massa e destruição física sobre os seus alvos. Ao contrário de forças de guerrilha, os grupos terroristas são menos capazes de derrubar os governos de seus adversários do que em infligir destruição indiscriminada ou discriminada que eles esperam coagi-los a mudar de política.

            Ferramenta praticamente inerente às atividades terroristas diz respeito à utilização da propaganda do terror. A publicidade tem a capacidade de fazer com que as atividades terroristas destaquem a grandeza do evento cometido e isso é tão importante, para os grupos terroristas, quanto a reação ou os prejuízos causados pelos atentados (VILELA, 2014).

            Outra grande questão que permeia as discussões sobre terrorismo diz respeito ao terrorismo como religião. Nesse sentido, cometer um sacrifício ao divino faz daquele que comete o terrorismo um ato de martírio, e não de propagação de terror em si (VILELA, 2014).

            Pelo fato de, nas últimas décadas, a recorrência do terrorismo ter aumentado, sobretudo por grupos que visam um objetivo final político, como ocorreu em Munique em 1972, a guerra ao terror também tem se configurado como expressão muito utilizada. A criação e aperfeiçoamento dos organismos de inteligência por parte dos Estados, principalmente aqueles mais desenvolvidos, se tornou tópico da de grande importância da agenda (VILELA, 2014).

            Além do monitoramento em indivíduos tidos como suspeitos pelo Estado, o uso dos armamentos bélicos, inserindo aqui um viés mais realista, também é amplamente utilizado no combate aos grupos terroristas. Tal combate é mais violento, no sentido original da palavra, e muitas vezes envolve a morte de civis nesse processo, o que dirige, aliás, ao questionamento de se o combate bélico de um Estado em outro seria uma prática legitima (VILELA, 2014).

            No mapa e no gráfico abaixo podemos perceber o foco que as atividades terroristas tinham na década de 1970, e quais são os métodos mais utilizados para propagação do terror em grande escala no mesmo período:

Ataques terroristas na década de 1970-1979:

ASD

fonte: O Globo

Tipos de ataques:

DSA

Fonte: O Globo

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

ALCÂNTARA, Priscila Drozdek de. TERRORISMO: UMA ABORDAGEM CONCEITUAL. Disponível em: <http://www.humanas.ufpr.br/portal/nepri/files/2012/04/Terrorismo_Uma-abordagem-conceitual.pdf&gt;. Acesso em: 29 ago. 2017.

SINAI, Joshua. How to Define Terrorism. Perspectives on Terrorism, v. 2, n. 4, p. 9-11, fev. 2008.

O GLOBO. Ataques terroristas no mundo desde 1970. Disponível em: <https://infograficos.oglobo.globo.com/mundo/ataques-terroristas-no-mundo-desde-1970.html&gt;. Acesso em: 29 ago. 2017.

VILELA, Pedro Correa Meyer. TERRORISMO: UMA ANÁLISE HISTÓRICO-SOCIOLÓGICA DO FENÔMENO E CRÍTICA AS TÁTICAS ANTITERROR. Disponível em: <http://www3.pucrs.br/pucrs/files/uni/poa/direito/graduacao/tcc/tcc2/trabalhos2014_1/pedro_vilela.pdf&gt;. Acesso em: 29 ago. 2017.

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