Os juízes e os desafios de simular uma Corte

 

Neste post  explicaremos como ocorrerá o comitê durante nossos dias de debate, falando mais sobre os juízes e os desafios de simular uma Corte. Tendo em vista a sua diferença dos modelos  geralmente encontrados no MINIONU resolvemos esclarecer possíveis dúvidas para que a preparação dos senhores e senhoras seja facilitada.

    Primeiramente, apesar do modelo diferenciado de comitê adotado seguiremos as regras de debate de um modo parecido ao de outras simulações. Assim, aqueles juízes que já simularam anteriormente não terão grandes problemas para participar. De mesmo modo, caso essa seja sua primeira simulação não se preocupe pois, a revisão de regras será feita no início da primeira sessão de modo que todos possam ter a melhor experiência possível dentro dos dias do debate.

   Quanto, às particularidades da Corte a primeira a ser pontuada é quanto às delegações presentes no comitê. Nesse contexto, isso significa que os senhores e senhoras não se guiarão por uma política externa pré estipulada representando países ou Organizações Internacionais produzindo. Ao simular a Corte Internacional de Justiça os senhores e senhoras se apresentarão como juízes e assim guiarão seu posicionamento no debate por opiniões pessoais.

   Mas no que isso implica? Bem com isso os senhores e senhoras poderão sim delegar com base na sua própria opinião!  Isso se deve a caracterização da Corte em si, uma vez que se espera que os juízes não sejam representantes dos seus respectivos Estados de origem e com isso não têm qualquer atribuição de política externa. Além do mais, a imparcialidade dos juízes em relação aos seus Estados é esperada e desejada.

   Com isso, é necessário que seja construído pelos senhores sua opinião para que essa seja utilizada como base de posicionamento durante os debates. Para tal, é esperado que uma vez como magistrados reconhecidos internacionalmente devem ter seus argumentos embasados em documentos sendo sugeridos o guia de estudos, o próprio tratado de amizade entre Irã e Estados Unidos de 1955 e a biografia dos juízes disponibilizada no blog  que ajudará a guiar possíveis caminhos lógicos argumentativos esperados de cada juiz (os dossiês de nosso comitê). É também encorajado que os senhores busquem conhecer o caso e construir sua opinião acerca do mesmo por também outras fontes confiáveis como outros acordos e tratados, no costume internacional ou inclusive em casos similares já julgados na Corte. Assim, tendo seus argumentos construídos conhecendo o caso e pensando no caminho sugerido sua opinião será completamente válida.

 Ademais, vale o esclarecimento de que o comitê ocorrerá em duplas e que ambos representarão o mesmo juiz ou juíza para qual foram designados. Logo, é importante que ambos os integrantes da dupla mantenham o mesmo posicionamento durante as discussões e necessitando que essa chegue a um consenso acerca do que defenderão no comitê. Entretanto, apesar desse desafio de construção do posicionamento da dupla essa experiência pode facilitar os estudos e acrescentar na simulação de vocês aumentando a dinamização dos debates.

  Por fim, esperamos que os senhores tenham uma ótima experiência simulando a Corte Internacional de Justiça. Por isso, nos colocamos a disposição para qualquer outra dúvida que possam aparecer, e, portanto, sintam-se sempre livres para enviá-las. No próximo post falaremos sobre as Fontes e os Sujeitos do Direito Internacional, antes disso não deixem de estudar pelos outros posts e pelo guia de estudos.

Equipe CIJ.

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