A ESCRAVIDÃO MODERNA NA AGRICULTURA

A indústria agrícola é um dos principais meios de exploração do trabalhador na modernidade. Os indivíduos que vivem nessas condições análogas à escravidão, geralmente trabalham em áreas rurais por mais de 12 horas por dia em troca de dinheiro insuficiente para pagar alimentação e moradia – o que os deixa “presos” ao trabalho. Segundo a Organização Internacional do Trabalho, 14,2 milhões de pessoas são vítimas do trabalho forçado em atividades econômicas – a agricultura é uma delas. (OIT, 2012).

POST DE AGRIC

Diante disso, o que é mais preocupante nesse setor é a quantidade de crianças exploradas, sendo estimado pela OIT cerca de 98 milhões de crianças pelo mundo. (ILO, 2013). O trabalho infantil na agricultura é mais evidente, devido a menor rigorosidade da legislação dos países, no que diz ao manuseio de máquinas perigosas; e da fiscalização das áreas rurais, principalmente terrenos menores com teor familiar. (ILO, 2010).

EXPLORAÇÃO NO NORTE DO BRASIL

Luis Doca, originário do interior do Piauí no Nordeste brasileiro, foi vítima de condições análogas à escravidão com mais 127 trabalhadores na Fazenda Brasil Verde, no sul do Pará. Segundo o piauiense, eles foram para a fazenda cheio de promessas do dinheiro que iriam receber, entretanto, assim que chegaram lá eles não tinham mais a opção de desistência do dito emprego. Caso tentassem fugir, Luis conta, que eram ameaçados de morte e tortura. Devido a esse caso, o governo brasileiro terá que pagar cerca de 5 milhões de dólares para as 128 vítimas. (OLIVEIRA, 2016).

trabalho-escravo

            Mesmo com diversos casos de resgate de trabalhadores, o Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) alertou para um problema nas fiscalizações. Há tempos o Sindicato sofre com a falta de pessoal e com a redução de recursos para as atividades fiscais. Em números comparativos, percebemos uma queda. Em 2013, 313 locais foram fiscalizados, enquanto em 2016, o número de estabelecimentos vistoriados caiu para 191. (MARTINS, 2017) A fiscalização das áreas de risco e acompanhar as denúncias é de extrema importância para o combate às diversas atividades escravagistas e punição dos envolvidos. Quanto sua delegação fiscaliza?

 

REFERÊNCIAS

ILO. Child Labour. 2013. Disponível em: <http://www.ilo.org/global/topics/child-labour/lang–it/index.htm&gt;. Acesso em: 14 ago. 2017.

ILO. Child labour in agriculture. 2010. Disponível em: <http://www.ilo.org/ipec/areas/Agriculture/lang–en/index.htm&gt;. Acesso em: 14 ago. 2017.

MARTINS, Rodrigo. O combate ao trabalho escravo está em declínio no Brasil. Carta Capital, 2017. Disponível em: < https://www.cartacapital.com.br/revista/963/o-combate-ao-trabalho-escravo-esta-em-declinio-no-brasil&gt;. Acesso em: 16 ago 2017

OIT. 21 milhões de pessoas são vítimas de trabalho forçado no mundo. 2012. Disponível em: <http://www.oit.org.br/node/846&gt;. Acesso em: 14 ago. 2017.

OLIVEIRA, Regiane. Eram escravos no Brasil e não sabiam. Agora o mundo todo ficou sabendo.  El país, 2016. Disponível em: <https://brasil.elpais.com/brasil/2016/12/17/economia/1481988865_894992.html&gt;. Acesso em: 14 ago. 2017.

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