Os radares e sonares na Guerra

Por Larissa Valadares

Sonares e radares são tecnologias muito similares, ambas utilizam ondas a fim de permitir o melhor direcionamento de unidades navais e aéreas, bem como permitindo a melhor localização de unidades inimigas durante a batalha. Sua tecnologia funciona a partir do envio de ondas invisíveis que, ao atingirem um objeto estranho, refletem e voltam até uma antena capaz de captar essas ondas, de forma a identificar informações sobre o objeto em questão. O tamanho e a distância do objeto podem ser determinados a partir da intensidade do sinal refletido e do tempo decorrido entre a emissão e a captação do sinal. A maior diferença entre sonares e radares está no tipo de onda utilizada, bem como em que tipo de unidades de batalha são utilizados.

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Sonares utilizam ondas de som para localizar objetos à distância na superfície ou debaixo d’água, sendo utilizados por navios e submarinos majoritariamente da base aliada durante a 2ª Guerra Mundial, apesar de que os países do Eixo também foram capazes de desenvolver a tecnologia, contudo não de forma tão eficiente quanto os Aliados.

A ideia para o desenvolvimento de sonares como ferramenta de detecção de objetos ganhou foco a partir do naufrágio do navio Titanic, em 1912, sendo primeiramente imaginado com o objetivo de localização de icebergs, sendo posteriormente adaptado para uso em batalha. Sua evolução inicial não permitiu que a ferramenta fosse utilizada eficientemente na 1ª Guerra Mundial, visto que sua produção ainda estava em processo de criação de protótipos. Contudo, durante o período entre guerras essa tecnologia foi muito desenvolvida, permitindo que fosse aplicada eficientemente durante a 2ª Guerra, principalmente na localização de minas submersas e submarinos inimigos.

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Há duas formas de funcionamento dos sonares: passivo e ativo. O sonar ativo funciona emitindo pulsos de som, criados eletronicamente ou quimicamente empregando um formador de feixe para concentrar a potência acústica. Uma vez que o pulso sonar se depara com um obstáculo, este retorna ao emissor como um eco. Deste modo é possível calcular a distância do objeto deparado a partir do tempo em que o pulso de som demorou para ir e voltar.

O sonar passivo por sua vez tem função de escuta porém sem transmitir ruídos, para a identificação precisa do alvo escolhido existe uma grande variedade de técnicas para classificação dos dados sonoros. Frequentemente auxiliado por um computador que utiliza essa base de dados para reconhecer classes de navios, ações de ataque ou defesa ou até mesmo movimentações particularessubs noise

É visto que a identificação por meio do sonar ativo é feita de modo mais rápido e preciso do que o sonar passivo, contudo motivos estratégicos entram na equação. Enquanto o sonar passivo perde em termos de rapidez e precisão ele torna o seu operador invisível em uma ação militar, já o sonar ativo ao emitir ruídos pode entregar sua posição estratégica facilmente para o inimigo.

Já os radares têm seu funcionamento baseado em ondas de rádio, as quais são mais leves e portanto mais rápidas que ondas de som. Seu desenvolvimento se iniciou a partir do período entre guerras, com diversas nações trabalhando em projetos independentes, entre os radares mais eficazes durante a guerra estavam o radar britânico e o alemão.çuhiluh

 Inicialmente, apesar de eficientes, possuíam um tamanho muito grande, de forma que deveriam ser afixados em locais específicos a fim de passar informações a bases aliadas. Contudo, isso também levava a uma facilidade em seu reconhecimento e destruição, pois chamavam a atenção, sendo assim foi desenvolvida uma técnica de compactação de radares, de modo que eles poderiam ser instalados em unidades navais e aéreas também.

Durante a 2ª Guerra o radar foi utilizado tanto por aeronaves quanto por navios, visto que apresentava diversas funções diferentes, entre elas a localização de unidades inimigas, tanto no ar quanto na água, chegando até mesmo a permitir a navegação de unidades navais e aéreas em situações de névoa ou pouca visibilidade. Também era possível a definição de alvos para ataque, bem como a localização de artilharia inimiga e até mesmo minas enterradas. Os radares foram amplamente utilizados durante a 2ª Guerra, tanto pelo Eixo quanto pelos Aliados, principalmente na frente ocidental da batalha e foram muito eficientes na frente oriental, dando certa vantagem aos aliados.Dopplerradar

Bons Estudos!

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