O QUE É O AQUECIMENTO GLOBAL?

O AQUECIMENTO GLOBAL

Caracterizado pela elevação das temperaturas dos mares e pelo aumento da temperatura média global (WWF, 2017), o fenômeno do Aquecimento Global é assunto de muita discussão e vem sendo cada vez mais trabalhado como pauta das agendas internacionais, como na RIO+20 e na COP21, além de indiretamente estar relacionada à pauta da Agenda 2030 da ONU para o Desenvolvimento Sustentável. Quanto a esse fenômeno, ocorrem polêmicas quanto à afirmação de seu caráter antropogênico, quanto à veracidade das informações, a distribuição de responsabilidades e as consequências para o homem e para a natureza.

AQUECIMENTO GLOBAL ≠ EFEITO ESTUFA

É sempre importante tomar cuidado para não confundir os dois termos. Aquecimento Global e Efeito Estufa são conceitos diferentes e, logo, têm causas e consequências diferentes.

O Efeito Estufa é um aquecimento natural do planeta, causado pelo acúmulo de gases efeito estufa – chamados de GEE – na atmosfera terrestre. Ao Efeito Estufa, está relacionada a emissão dos gases dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hexafluoreto de enxofre (SF6) e os gases hidroflurcarbonetos (HFCs) e perfluorcarbonetos (PFCs) (FIESP, 2017).

Apesar de ser um processo que a princípio é natural, o aceleramento do Efeito Estufa é considerado antropogênico – causado pelo homem – devido ao aumento da emissão dos GEE através da queima de combustíveis fósseis, das queimadas, desmatamentos e decomposição de lixo (INPE, 2017). Provoca também o aquecimento da atmosfera terrestre e dos oceanos ocasionando, assim, o Aquecimento Global. (WWF, 2017)

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O ÁRTICO

Pesquisas mostram que a emissão excessiva dos GEE impacta na cobertura de gelo dos mares polares. Esse derretimento do gelo ocorre de forma simultânea pela superfície e pela parte exposta na água. Isso porque, o Aquecimento Global tem como consequência o aumento das temperaturas da atmosfera e também o aquecimento das águas. Pesquisadores do Instituto Max Planck de Meteorologia e do London College – da Alemanha e da Inglaterra, respectivamente – apontam o derretimento total do gelo do Ártico, no verão, até o ano de 2050 (PMBC, 2017).

ACORDO DE PARIS

O acordo de Paris é uma consequência da Conferência do Clima das Nações Unidas, adotado em 2015 pelos 169 países membros da COP21. Nesse acordo, os países se comprometem a agirem de forma a minimizar os impactos do Aquecimento Global e auxiliarem na adaptação às mudanças resultadas desse fenômeno. A ideia central é a determinação de um limite crítico de elevação da temperatura média global. Ainda nesse sentido, o Acordo segue o princípio das responsabilidades comuns, mas diferenciadas, que é proclamada pelos Estados em desenvolvimento. Isso significa que ainda que prezem pela redução do Aquecimento Global, esses Estados não têm a mesma responsabilidade na existência do fenômeno, atrelando assim, maior culpa sobre os países que já se desenvolveram (ONUBR, 2015).

CÉTICOS

Existem diversos cientistas e figuras do mundo político que não acreditam na veracidade do Aquecimento Global. O caso mais polêmico envolvendo céticos desse fenômeno é o anúncio de Trump da saída do Acordo de Paris. Jennifer Morgan, diretora executiva do Greenpeace Internacional, afirmou que a saída dos EUA do acordo de cooperação internacional não significa o fim do Acordo de Paris, pois os outros membros, responsáveis por 87% das emissões de GEE do planeta, ainda permanecem  no acordo (GREENPEACE, 2017).

Diversos motivos levam pessoas a tirarem a credibilidade dos estudos sobre o Aquecimento Global. Existem, inclusive, diversas teorias da conspiração sobre o assunto. Alguns sites de notícia de não muita credibilidade afirmam que Edward Snowden (ex-agente da CIA) afirmou que teria provas de que a Agência Central de Inteligência dos EUA (CIA) teria inventado o Aquecimento Global. Outros acusam os russos. Há até mesmo conspirações que envolvem supostos OVNIS, mas não cabe adentrar nessas teorias.

Fato é que existem diversas pesquisas e artigos científicos com maior credibilidade que dissertam sobre a não existência, ou até mesmo sobre a falta de capacidade de determinar a existência do Aquecimento Global. Muitos questionam a veracidade e a precisão das medidas de médias de temperatura global, dissertam sobre a limitação dos modelos matemáticos atuais para determinar a intensificação do Efeito Estufa e afirmam que o homem não seria capaz de provocar tais mudanças de tão grande porte. Ainda nesse sentido, existem pesquisadores que falam sobre a coexistência de um resfriamento da temperatura média global e o aumento da temperatura no nível de microclimas (MOLION, 2007).

Referências

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO ESTADO DE SÃO PAULO (FIESP). Mudança no clima. Disponível em: <http://www.fiesp.com.br/temas-ambientais/ver-todos/mudanca-do-clima/&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

INSTITUTO NACIONAL DE PESQUISAS ESPACIAIS (INPE). O que são Mudanças Climáticas? Disponível em: <http://www.inpe.br/acessoainformacao/node/482&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

GREENPEACE. Trump abandona o Acordo de Clima de Paris – o quanto isso é ruim? 2017. Disponível em: <http://www.greenpeace.org/brasil/pt/Noticias/Trump-abandona-o-Acordo-de-Clima-de-Paris–o-quanto-isso-e-ruim/&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

MOLION, Luiz C. B. Desmistificando o Aquecimento Global. 2007. Disponível em: <http://xa.yimg.com/kq/groups/12772318/485423089/name/molion_desmist%5B1%5D.pdf&gt;. Acesso em: 15/07/2017.

NAÇÕES UNIDAS NO BRASIL (ONUBR). Onu. ONU esclarece dúvidas a respeito do novo acordo climático adotado pelos Estados-membros na COP21. 2015. Disponível em: <https://nacoesunidas.org/onu-esclarece-duvidas-a-respeito-do-novo-acordo-climatico-adotado-pelos-estados-membros-na-cop21/&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

PAINEL BRASILEIRO DE MUDANÇAS CLIMÁTICAS (PMBC). Ufrj. Aquecimento global derreterá todo o gelo do Ártico até 2050, diz pesquisa. Disponível em: <http://xa.yimg.com/kq/groups/12772318/485423089/name/molion_desmist%5B1%5D.pdf&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

World Wide Future For Nature (WWF). As mudanças climáticas. Disponível em: <http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas2/http://www.wwf.org.br/natureza_brasileira/reducao_de_impactos2/clima/mudancas_climaticas2/&gt;. Acesso em: 15 jul. 2017.

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