Estrutura básica e códigos para classificação de navios

Por Jardel Almeida

Para se pensar estratégias e fortificar resultados se faz imprescindível a compreensão das partes mais importantes da Nau, tal como as diferentes classificações que elas podem adquirir perante as diversas características dos navios. A palavra navio faz referência exclusivamente a grandes embarcações, tais embarcações vem sendo usados a séculos para inúmeras tarefas, transporte, exploração e, como aqui frisado, para guerras.

Primeiramente se atenta para as denominações das partes gerais de todos os navios. A parte dianteira de um navio é chamada proa, e a parte traseira é a popa. O lado esquerdo de um navio é o bombordo, e o lado direito é o estibordo ou boreste. O corpo, ou estrutura, do navio é chamado casco. A quilha é como a espinha dorsal do navio: é uma viga central que percorre a parte inferior do navio, desde a proa até a popa. Ela o impede de tombar para um lado ou para o outro.

Estrutura+do+Navio+Principais+definições+de+um+navio+Proa+Bolbo+Âncora

O convés de um navio é como o andar de um edifício, os navios geralmente possuem vários conveses, os camarotes de passageiros, as salas de motores e de controle e os espaços para cargas frequentemente ocupam conveses diferentes. Um motor situado dentro do navio fornece energia para os hélices, situados na parte traseira (esta palavra, hélice, é usada no masculino quando o assunto é marinharia.) Os hélices impulsionam o navio pela água. O leme, também situado na parte traseira, ajuda a determinar a direção em que o navio avança, e por fim, quando o navio está parado, uma âncora pesada de metal é jogada na água, impedindo o navio de sair do lugar

Os diferentes tipos de navios tem também diferentes instrumentos instalados em cada parte que foi citada a cima, então desta diferença surge as devidas classificações de cada um, tal como os códigos aferidos a eles.

Os porta-aviões também são denominados CV, no primórdio da marinharia esse código era mais geral, uma vez que significa “Carrier Vessel” (Navio de transporte), contudo “CV” tem sido um símbolo de classificação de casco unitário de duas letras que significa “porta-aviões” (aircraft carrier). Eles são navios de guerra cujo papel principal é servir de base aérea móvel, permite, portanto, que uma força naval possa projetar o seu poderio aéreo a grandes distâncias, sem a necessidade de depender de aeroportos (fixos) para os seus aviões. A configurações base mais comum de um porta-avião é a de deque superior plano que serve como uma pista de decolagem e aterragem. Uma catapulta acelera o avião, com os motores ligados no máximo. Na aterrissagem, o avião, deve estar equipado com ganchos de retenção que encaixam num dos quatro cabos estirados ao longo do deque, o que permite travar completamente o avião numa distância de 100 m após o engate no cabo.

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Design básico do Porta-aviões Estadunidense Yorktown CV -5

Os porta-aviões leves são por sua vez denominados CVL (Light Aircraft Carrier). Grandes porta-aviões são caros e utilizam aeronaves igualmente caras, tornando-se um investimento para poucos países, e em função disso surge o CLV como uma alternativa mais barata que pretende efetuar tarefas no mesmo sentido dos CVs. Porém estes navios estão sujeitos as limitações das aeronaves que transportam, por isso são considerados adequados para controle de área marítima, enfrentado ameaças de superfície e, principalmente submarinas. Eles dependem de helicópteros para tarefas de vigilância, e mesmo grandes helicópteros como o Sea King, têm autonomia limitada.

Os encouraçados, são chamados pelo código BB, aqui antes de prosseguir cabe uma explicação; quando iniciaram com estas classificações de casco, eles começaram com tipos simples, sem subclasse, onde o símbolo é apenas a primeira letra repetida duas vezes. Battleship (encouraçado) = BB, cruiser (cruzador) = CC, destroyer (contratorpedeiro) = DD. Mais tarde, os subtipos são introduzidos, assim se tem diferentes tipos de cruzador (CL, CA, CG), diferentes tipos de contratorpedeiro (DD, DE, DL) e diferentes tipos de encouraçado.

yamato
Design do Encouraçado Japonês Yamato, o maior couraçado da história

Então o BB é um navio de guerra pesadamente blindado e armado com as peças de artilharia de longo alcance e de maior calibre existentes. Normalmente, os couraçados eram maiores, mais armados e mais blindados que os cruzadores e contratorpedeiros. Os couraçados são um poderoso símbolo de domínio naval e de poder de uma nação, eles se tornam um fator determinante na estratégia diplomática e militar das potências que os possuem.

DD
Destroyer (contratorpedeiro) Estadunidense Hammann (DD-412)

Enquanto o BB se destaca pelo poder de fogo, de onde deriva o nome “Battleship”, os contratorpedeiros se destacam pela velocidade que podem atingir e pela sua ampla capacidade de ser manobrado. Um contratorpedeiro, Destroyer ou ainda DD é um tipo de navio de guerra com uma pequena autonomia, concebido para escoltar navios maiores numa esquadra naval ou comboio de navios e defendê-los contra agressores menores, mas perigosos. Como a sua designação indica, a missão inicial dos contratorpedeiros era a defesa contra torpedeiros, mas, depois, a missão passou a ser, sobretudo, a defesa contra submarinos e aeronaves.

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Classe de cruzadores japoneses Mogami – CA 13-16

Contrastando com a velocidade dos navios da classe DD se encontra os Cruzadores, pesados e lentos, esta classe, denominada CC, apesar de tudo tem grande autonomia. A classe CC ficou cada vez maior e mais armada que as fragatas e assim acabou por substituir as mesmas, com a desvantagem de que os CC’s precisam de escolta. Esta classe ainda se subdivide em outras duas: CA que são os Cruzadores pesados (Heavy Cruiser), o “A” diz respeito a “Armored” que significa blindado, e a classe CL que se refere ao Cruzador leve (Light Cruiser). O termo CL é um encurtamento da frase “light armored cruiser” (cruzador blindado leve), descrevendo um navio pequeno que carregasse a armadura da mesma maneira que um cruzador blindado ou CA: um cinto protetor e um convés. Embora mais leve e menor do que outros navios, eles ainda são verdadeiros cruzadores, mantendo o raio de ação estendido e autossuficiência para agir de forma independente em todo o mundo.

 

Por fim os Submarinos, esta palavra era originalmente um adjetivo que significava sob o mar, e antes foram dados aos Submarinos  a designação “barcos submarinos de torpedo” (Submarine Torpedo Boats). Mais tarde encurtado a apenas para “submarino”, a maioria foi dada nomes de peixes. Em 17 de novembro de 1911 esses nomes foram destituídos e em seu lugar foi implantado um sistema de designação alfanumérico representando sua classe e sequência. As classes mais novas de submarinos seguem geralmente as letras do alfabeto, com “S” sendo a última letra usada durante a série de construção gerada pela Primeira Guerra Mundial, deste modo “SS” faz referência a submarine ship (navio submarino).

nautilus
Submarino Estadunidense Nautilus (SS-168)

 

Sendo o submarino uma embarcação, ou um tipo de navio, que em vez de navegar apenas sobre as águas pode viajar nas profundezas dos oceanos, ele necessita de uma estrutura que seja diferente da citada no início. Um submarino tem tanques imensos, chamados tanques de lastro, que permitem à embarcação mergulhar e voltar à superfície. Os tanques se enchem de água para dar ao submarino o peso necessário para submergir. Quando o submarino está pronto para voltar à superfície, a água do tanque de lastro é substituída por ar. Isso torna a embarcação leve o bastante para flutuar. A tripulação de um submarino usa equipamentos complexos para encontrar o caminho através dos oceanos profundos e escuros. Para encontrar submarinos inimigos e outros alvos, o submarino costuma usar um sonar. O sonar é um equipamento semelhante ao radar, que é o instrumento usado pelos outros navios citados, com a diferença de que o sonar localiza os objetos por meio de ondas sonoras.

Continue atento para mais posts e logo mais sobre os sonares e radares na guerra!

Bons Estudos.

 

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